sábado, 18 de fevereiro de 2012

Planejamento e a Pratica Educativa no Ensino Fundamental

O Ser Humano está situado em um mundo cujas leis e princípios parecem imutáveis como se fossem sua própria destinação. Porém, ele não é um ser destinado a ter um viver determinado pelas forças que o circundam. Pois o seu destino não é algo pronto, acabado, mas um buscar contínuo, que nunca será definitivo. O viver do Ser Humano, o seu modo de ser e existir lhe são autônomos; não dependem, portanto, da pura determinação da natureza, na qual está inserido. É bem verdade que o homem tem um pensar autônomo, mas a cultura que está inserida num indivíduo, direciona e forma boa parte, ou até a maioria de seus pensamentos e idéias, não como algo definitivo, mas como um fator de forte influência, que deve ser levado em consideração no processo educativo.
Planejar o processo educativo é planejar o indefinido, porque a educação não é um processo cujos os resultados podem ser completamente pré-definidos. Deve-se planejar a ação educativa para o Ser Humano, sem impor diretrizes. O planejamento deve ser apenas norteador do processo, e não delimitador, deve adequar-se a cada realidade educativa. A grande finalidade da educação não estabelece o definitivo para um planejamento educativo. Certamente, a educação busca novos horizontes e novas situações de ensino.
Ela busca ser um instrumento de liberdade, conscientização e compromisso para com o mundo. O planejamento deve refletir sobre os princípios educacionais que são capazes de orientar o homem, sendo este entendido como ser que constitui e dá sentido ao universo. Um planejamento que tenha, como ponto de apoio, o Ser Humano e o seu viver, os valores e as necessidades humanas, os problemas e o desejo de vencer, enfim, o Ser Humano como um ser que vive sua vida. Essa afirmação, referente ao Ser Humano viver sua vida, nos remete a um questionamento. Até que ponto a vivência e a realidade do educando devem ser respeitadas, sem que isso interfira na ampliação de novos conhecimentos que favoreçam, positivamente, o processo educativo desse indivíduo? Essa reflexão encaminha uma grande responsabiliade ao docente, que deve buscar um ponto de equilíbrio pertinente ao processo educativo, pois a educação é também um processo transformador. Sendo a pessoa o fim último da educação, necessário se faz refletir sobre a essência da educação e sobre o próprio processo educativo, que tem como meta final a formação integral do Ser Humano.
O planejamento educacional torna-se necessário, tendo em vista as finalidades da educação; mesmo porque, é o instrumento básico para que todo o processo educativo desenvolva sua ação , num todo unificado, integrando todos os recursos e direcionando toda ação educativa. Somente com a elaboração do planejamento se pode estabelecer o que se deve realizar para que as finalidades possam ser atingidas. Sem o planejamento não é possível estipular metas e sem metas, os objetivos da educação não são alcançados. Planejar é tomar decisões, mas essas decisões não são infalíveis. O planejamento sempre está em processo, portanto, em evolução e readaptação. Não é um processo estático, mas dinâmico, onde podem ser redefinidos os objetivos. A escola pode e deve elaborar os seus planos curriculares, partindo da orientação dada pela lei ou pelos sistemas, com a finalidade de atender as características locais e as necesidades da comunidade. Cada escola precisa adequar os planejamentos a realiadade de sua região, fazendo isso, estará respeitando também a realidade de seus alunos. Planos curriculares bem feitos serão a base para todo o processo educativo da escola. O currículo deve atender as necessidades dos indivíduos de cada escola. Essa adequação tornará o processo educativo muito mais eficaz. Se os planejamentos tiverem como meta principal o indivíduo, o processo educativo terá mais condições de atender aos anceios do educando e assim tornar-se mais eficiente em seus objetivos educacionais. A jornada educativa não é fácil, é necessário amor e sensibilidade para continuar buscando os melhores resultados no processo educativo.

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